Humorista com nanismo conta que as plataformas por assinatura mudaram sua vida e revela plano de ser a primeira anã em um reality show
A influenciadora e humorista Gabriela Gadotti, conhecida como Mini Gabys, afirmou que sua vida financeira mudou depois que passou a produzir conteúdo adulto no OnlyFans e no Privacy. Segundo ela, a página está entre as 20 mais assinadas e rende, em média, R$ 70 mil por mês.
Gabriela, que tem nanismo, contou que entrou nas plataformas em agosto do ano passado, depois de hesitar por um tempo.
Da dúvida ao top 20
No começo, ela diz ter duvidado do próprio potencial. "Achei que não faria tanto sucesso como as famosas", lembrou. A percepção mudou ao notar o interesse do público. Nas palavras dela, a condição física desperta curiosidade nos assinantes.
"O que era motivo de bullying na minha época de colégio agora se transformou em desejo", resumiu.
A humorista afirma que aprendeu cedo a lidar com piadas e olhares. "Nunca liguei para preconceito e piadinhas. Aprendi a lidar com isso desde nova, nunca me escondi, sempre me aceitei", disse.
O segredo, segundo ela, é a conversa
Mais do que fotos e vídeos, Mini Gabys atribui o faturamento à proximidade com os fãs. Ela conta que responde mensagens todos os dias, atende pedidos personalizados e grava conteúdos exclusivos.
"Os homens não assinam só para ver os vídeos e as fotos, eles querem criar intimidade. E é isso que ofereço", explicou.
A fala descreve um modelo comum nessas plataformas: boa parte da renda de criadores costuma vir de mensagens pagas e conteúdos sob encomenda, e não apenas da assinatura mensal.
Carreira além das plataformas
Antes do conteúdo adulto, Gabriela já tinha uma trajetória na TV e na internet. Ela passou por "A Praça é Nossa" e pelo "Programa do Ratinho", ambos do SBT, gravou clipes de funk e participou da Mansão Maromba, reality exibido na internet.
Nas redes sociais, mantém um público que acompanha suas dancinhas, viagens e esquetes de humor.
O próximo passo, diz ela, é a televisão aberta. Mini Gabys quer ser a primeira anã a participar de um grande reality show. "Sou muito espontânea e autêntica, acho que tem tudo a ver com um reality show", afirmou. Ela diz entrar "pela diversão", para conhecer pessoas e aproveitar as festas, e acredita que a experiência na Mansão Maromba mostrou que se dá bem na convivência em grupo.
Preconceito contra pessoas com nanismo é crime
O relato de bullying na escola, citado por Gabriela, é comum entre pessoas com nanismo. Pela legislação brasileira, o nanismo é enquadrado como deficiência física, o que garante a essas pessoas as proteções da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).
A lei prevê pena de reclusão de um a três anos, além de multa, para quem praticar, induzir ou incitar discriminação contra pessoa com deficiência. A punição pode ser maior quando a ofensa é divulgada em meios de comunicação ou na internet.
O país também tem uma data dedicada ao tema: a Lei nº 13.472/2017 instituiu 25 de outubro como o Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo.
