O retorno da musa! Furacão da CPI exibe prévia do OnlyFans e web surta: "Espetáculo!"

 


Advogada mostrou prévia de fotos para suas redes de conteúdo adulto; apelido surgiu em 2012, em um caso que ajuda a entender a lei atual sobre vazamento de imagens íntimas

A advogada e influenciadora Denise Rocha, conhecida como "Furacão da CPI", animou os mais de 2,3 milhões de seguidores no Instagram ao divulgar uma prévia de um ensaio feito para suas plataformas de conteúdo adulto.

Nas fotos, ela aparece sobre uma moto customizada, de fio-dental e bota de cano alto até a cintura. Em outros cliques, posa de costas em uma oficina mecânica. Para as imagens publicadas no Instagram, usou protetores de mamilos.

"Amei o ensaio", contou Denise, que ainda provocou os fãs: "Quem quer dar uma volta com essa motoqueira?".

Chuva de elogios

Os seguidores responderam em peso. "Simplesmente espetacular", escreveu um internauta. "Maltratando as invejosas", brincou uma admiradora. Teve até quem fizesse comparação com a heroína dos quadrinhos: "Parece a Batgirl".

De onde vem o apelido

O apelido acompanha Denise desde 2012. Na época, ela trabalhava como advogada no Senado Federal, em Brasília, período marcado pela CPI do Cachoeira, que investigava as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos.

Foi nesse contexto que um vídeo íntimo dela vazou na internet sem autorização. O caso ganhou repercussão nacional, e ela deixou o cargo. Em vez de se afastar dos holofotes, Denise transformou a exposição em carreira: posou para a revista Playboy ainda em 2012 e, depois, participou do reality show A Fazenda, da Record.

Hoje, ela produz conteúdo adulto por conta própria e administra a própria imagem nas redes.

O que mudou na lei desde então


Em 2012, o Brasil não tinha uma lei específica para punir quem divulgasse imagens íntimas de outra pessoa sem consentimento. Casos assim eram enquadrados, com dificuldade, em crimes contra a honra, como difamação.

Isso mudou em 2018. A Lei nº 13.718/2018 incluiu no Código Penal o crime de divulgar, sem autorização, cena de sexo, nudez ou pornografia. A pena é de 1 a 5 anos de reclusão e pode aumentar de um a dois terços quando o autor tem ou teve relação íntima com a vítima ou age por vingança ou para humilhar, a chamada "pornografia de vingança".

A lei vale para quem grava, compartilha, repassa em grupos ou publica o conteúdo. Ou seja, encaminhar um vídeo recebido no WhatsApp também pode ser crime.

O que fazer se acontecer com você

Quem tem imagens íntimas expostas sem autorização pode registrar boletim de ocorrência em uma delegacia, de preferência em uma delegacia especializada em crimes cibernéticos ou da mulher. É importante guardar prints com data, links e perfis que publicaram o material.

As plataformas também são obrigadas a agir. Pelo Marco Civil da Internet, sites e redes devem remover conteúdo de nudez divulgado sem consentimento após notificação da própria vítima, sem precisar de ordem judicial. A organização SaferNet Brasil oferece orientação gratuita e sigilosa para vítimas.

Dona da própria imagem

A trajetória de Denise mostra uma virada que se tornou comum entre figuras expostas contra a vontade: retomar o controle da própria imagem. Mais de uma década depois do caso que a tornou conhecida, ela decide o que mostra, onde mostra e para quem.

Assista no Canal

Assista no canal