Tom de revolta: "Proibida de fazer compras?! Influenciadora é EXPULSA de supermercado ó por causa da sua roupa!



Influenciadora de 21 anos relatou xingamentos e expulsão do estabelecimento; nos comentários, a maioria criticou o figurino e questionou a motivação do post

A influenciadora e criadora de conteúdo adulto Kerolay Chaves, de 21 anos, afirmou nas redes sociais que foi hostilizada e retirada de um supermercado em Belo Horizonte por estar usando roupas consideradas "curtas demais". O relato, publicado no Instagram, teve efeito oposto ao esperado: em vez de apoio, a jovem recebeu uma enxurrada de críticas.

Segundo Kerolay, alguns clientes a olharam "com preconceito", outros a xingaram e, no fim, ela teria sido expulsa do local. "Vocês acreditam?", escreveu.

O que ela disse

No desabafo, a influenciadora classificou o episódio como "um absurdo" e defendeu que mulheres possam se vestir como quiserem sem serem tratadas de forma diferente por isso.

Em seguida, adotou um tom mais provocativo: "A verdade é que a gente passa por isso porque somos gostosas demais, só pode!". A publicação terminou com as hashtags #absurdo, #revoltada e #respeitaasmina.


Kerolay não informou o nome do supermercado, o horário nem quem teria determinado sua saída. Até a publicação desta matéria, não havia manifestação pública do estabelecimento sobre o caso, e a versão divulgada é apenas a da influenciadora.

Internautas não compraram a versão

Nos comentários, a maior parte das reações foi negativa. Uma seguidora que se apresentou como atleta e personal trainer disse também usar roupas curtas e postar fotos de biquíni, mas ponderou que "tudo tem seu lugar". "O meu direito termina onde começa o do próximo", escreveu.

Outro internauta levantou suspeita sobre a motivação do post, afirmando que quem acompanha os Stories da influenciadora sabe que ela "nunca foi assim para o supermercado", e insinuou que o objetivo seria gerar engajamento.

Houve ainda quem fosse além e dissesse que ela poderia ter sido presa por "atentado ao pudor".

Roupa curta é crime?

Esse último comentário mistura conceitos. O crime chamado de "atentado violento ao pudor" deixou de existir com esse nome em 2009, quando a Lei nº 12.015 reformulou os crimes sexuais no Código Penal. E ele nunca tratou de vestimenta.

O que existe hoje é o crime de ato obsceno, previsto no artigo 233 do Código Penal, para quem pratica ato obsceno em local público ou aberto ao público. A pena é de detenção de três meses a um ano, ou multa. A aplicação, porém, depende de uma conduta concreta, como exposição deliberada de partes íntimas, e não simplesmente de uma roupa julgada inadequada por outras pessoas.

E o supermercado pode expulsar um cliente?

Estabelecimentos privados podem manter regras de convivência e agir diante de comportamentos que causem transtorno. Por outro lado, o Código de Defesa do Consumidor considera prática abusiva recusar a venda a quem está disposto a pagar, e situações de constrangimento público podem, em tese, gerar pedido de indenização por dano moral na Justiça.

Como só há a versão da influenciadora, sem detalhes sobre a roupa ou sobre a abordagem, não é possível dizer se houve abuso por parte do supermercado.

Quem é Kerolay Chaves

Mineira, Kerolay ficou conhecida pela produção de conteúdo adulto em plataformas por assinatura e costuma ganhar repercussão com declarações polêmicas. Ela já afirmou ter passado por uma reconstrução do hímen, procedimento conhecido popularmente como "cirurgia da virgindade", dizendo que era um dos pedidos mais frequentes dos assinantes.

Em outra ocasião, contou ter recebido um Pix de R$ 50 mil acompanhado da mensagem "Quer casar comigo?", enviado por um desconhecido. Ela disse ter devolvido o dinheiro e recusado a proposta, afirmando que um pedido de casamento deveria acontecer "olho no olho".

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